Salmão contaminado e difilobotríase
- Fabíola Dias
- 5 de mai. de 2020
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Os riscos associados ao consumo de salmão cru não se limitam a doenças bacterianas. A difilobotríase, doença causada pelo parasita Diphyllobotrium latum, também conhecido como “verme do peixe”, é (muito) mais comum do que se pensa!
Entre 2004 e 2005, ocorreu um surto de difilobotríase em São Paulo, deixando 55 pessoas doentes. Os sintomas são diarreia intermitente, dor abdominal, flatulências, náuseas, vômito, emagrecimento e, em casos mais graves, obstrução intestinal e anemia. Os vermes podem atingir cerca de dez metros de comprimento no intestino delgado, e a anemia megaloblástica é causada pela carência de vitamina B12, já que o verme interfere na absorção intestinal dessa vitamina.
A principal medida de prevenção contra a difilobotríase é a cocção adequada dos peixes. Nos pratos em que se consome o peixe cru ou mal cozido, eles devem ser previamente congelados a -20 graus Celsius por no mínimo sete dias ou a - 35 graus Celsius por no mínimo 15 horas, o que mata o parasita.
Fonte: Padrão Food























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