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Dietas baseadas em proteínas podem garantir emagrecimento saudável

  • 27 de fev.
  • 3 min de leitura

As dietas baseadas em proteínas (hiperproteicas) focam no alto consumo de carnes, ovos, laticínios e, opcionalmente, fontes vegetais, restringindo carboidratos para emagrecer de maneira rápida e duradoura. Algumas dietas prometem a perda de até 7kg/mês. O segredo está na combinação de ganho de massa magra e com redução da fome.


Segundo estudos científicos, a dieta hiperproteica é baseada na ingestão de altos níveis de proteína e tem sido prescrita, mundialmente, como estratégia para perda de peso e combate a obesidade. A recomendação médica gira em torno do consumo de 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilo de peso, podendo ser utilizado, em alguns casos, até 2 gramas de proteína por quilo de peso.


Análises científicas recentes vão além: as dietas hiperproteicas, quando associadas a regimes de déficit calórico, ocasionam melhora em vários padrões bioquímicos, tais como menor resistência à insulina, diminuindo significativamente a circunferência da cintura e diminuindo riscos a desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. Além disso, outros benefícios podem ser observados, tais como perda da massa gorda e manutenção da massa muscular, promovendo saúde e proporcionando uma melhor qualidade de vida aos indivíduos.


O que você precisa saber

Além do aumento do consumo de alimentos ricos em proteínas, como carnes e ovos, a dieta da proteína também baseia-se na diminuição da ingestão de alimentos ricos em carboidratos, como pão ou macarrão. É normal que no início da dieta a pessoa sinta um pouco de fraqueza e tontura nos primeiros dias, no entanto esses sintomas normalmente passam após 3 ou 4 dias, que é o tempo necessário para o organismo se acostumar com a falta de carboidratos.


Antes de iniciar qualquer dieta, é importante o aconselhamento médico ou de um nutricionista para não prejudicar a saúde. O nutricionista pode indicar um outro cardápio mais personalizado, levando em consideração as preferências pessoais e possíveis restrições alimentares.


Esta dieta não deve ser realizada por pessoas que possuam problemas renais, já que o excesso de proteína pode causar ainda mais danos aos rins. Além disso, não deve ser feita por crianças, mulheres grávidas ou em período de lactância e pessoas com transtornos alimentares.


Como seguir a dieta da proteína?

Os alimentos permitidos na dieta são:


Carnes baixas em gorduras, cortes magros de carnes vermelhas, frango, peixe, ovo e peito de peru;

Produtos lácteos baixos em gordura e derivados, como leite de vaca desnatado, queijos brancos ou baixos em gorduras, iogurte desnatado;

Bebidas vegetais, como de leite de amêndoas;

Vegetais, como acelga, couve, espinafre, alface, rúcula, agrião, chicória, cenoura, repolho, tomate, pepino, rabanete, berinjela, couve de Bruxelas, brócolis, couve-flor, alcachofra, cebola, alho, páprica e aspargos;

Azeite de oliva, de girassol, milho ou de linhaça;

Frutos secos, como amendoim, castanha, amêndoas, avelã e castanha do Pará;

Sementes, como chia, linhaça, gergelim, abóbora e girassol;

Outros alimentos, como abacate, azeitona e limão.


Os alimentos que devem ser evitados na dieta de proteínas são:


Cereais e tubérculos, como o pão, macarrão, arroz, farinha, batata, batata doce e mandioca;

Grãos, como feijões, grão de bico, milho, ervilha e soja;

Açúcar e alimentos que o contenha, como biscoitos, doces, bolos, refrigerantes, mel e sucos industrializados;

Bebidas alcoólicas, como cerveja, whisky e vinho.


É importante não consumir esses alimentos durante a dieta da proteína para evitar mudanças no metabolismo que façam o corpo parar de utilizar a proteína e a gordura como fonte de energia.


Fonte: RBONE - Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento e Tua Saúde



 
 
 

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