Dietas baseadas em proteínas podem garantir emagrecimento saudável

As dietas baseadas em proteínas (hiperproteicas) focam no alto consumo de carnes, ovos, laticínios e, opcionalmente, fontes vegetais, restringindo carboidratos para emagrecer de maneira rápida e duradoura. Algumas dietas prometem a perda de até 7kg/mês. O segredo está na combinação de ganho de massa magra e com redução da fome.
Segundo estudos científicos, a dieta hiperproteica é baseada na ingestão de altos níveis de proteína e tem sido prescrita, mundialmente, como estratégia para perda de peso e combate a obesidade. A recomendação médica gira em torno do consumo de 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilo de peso, podendo ser utilizado, em alguns casos, até 2 gramas de proteína por quilo de peso.
Análises científicas recentes vão além: as dietas hiperproteicas, quando associadas a regimes de déficit calórico, ocasionam melhora em vários padrões bioquímicos, tais como menor resistência à insulina, diminuindo significativamente a circunferência da cintura e diminuindo riscos a desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. Além disso, outros benefícios podem ser observados, tais como perda da massa gorda e manutenção da massa muscular, promovendo saúde e proporcionando uma melhor qualidade de vida aos indivíduos.
O que você precisa saber
Além do aumento do consumo de alimentos ricos em proteínas, como carnes e ovos, a dieta da proteína também baseia-se na diminuição da ingestão de alimentos ricos em carboidratos, como pão ou macarrão. É normal que no início da dieta a pessoa sinta um pouco de fraqueza e tontura nos primeiros dias, no entanto esses sintomas normalmente passam após 3 ou 4 dias, que é o tempo necessário para o organismo se acostumar com a falta de carboidratos.
Antes de iniciar qualquer dieta, é importante o aconselhamento médico ou de um nutricionista para não prejudicar a saúde. O nutricionista pode indicar um outro cardápio mais personalizado, levando em consideração as preferências pessoais e possíveis restrições alimentares.
Esta dieta não deve ser realizada por pessoas que possuam problemas renais, já que o excesso de proteína pode causar ainda mais danos aos rins. Além disso, não deve ser feita por crianças, mulheres grávidas ou em período de lactância e pessoas com transtornos alimentares.
Como seguir a dieta da proteína?
Os alimentos permitidos na dieta são:
Carnes baixas em gorduras, cortes magros de carnes vermelhas, frango, peixe, ovo e peito de peru;
Produtos lácteos baixos em gordura e derivados, como leite de vaca desnatado, queijos brancos ou baixos em gorduras, iogurte desnatado;
Bebidas vegetais, como de leite de amêndoas;
Vegetais, como acelga, couve, espinafre, alface, rúcula, agrião, chicória, cenoura, repolho, tomate, pepino, rabanete, berinjela, couve de Bruxelas, brócolis, couve-flor, alcachofra, cebola, alho, páprica e aspargos;
Azeite de oliva, de girassol, milho ou de linhaça;
Frutos secos, como amendoim, castanha, amêndoas, avelã e castanha do Pará;
Sementes, como chia, linhaça, gergelim, abóbora e girassol;
Outros alimentos, como abacate, azeitona e limão.
Os alimentos que devem ser evitados na dieta de proteínas são:
Cereais e tubérculos, como o pão, macarrão, arroz, farinha, batata, batata doce e mandioca;
Grãos, como feijões, grão de bico, milho, ervilha e soja;
Açúcar e alimentos que o contenha, como biscoitos, doces, bolos, refrigerantes, mel e sucos industrializados;
Bebidas alcoólicas, como cerveja, whisky e vinho.
É importante não consumir esses alimentos durante a dieta da proteína para evitar mudanças no metabolismo que façam o corpo parar de utilizar a proteína e a gordura como fonte de energia.






















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