O que a inspeção flagrou na fábrica da Ypê?
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Uma inspeção sanitária realizada na fábrica da Ypê, em Amparo, no interior de São Paulo, identificou problemas considerados graves pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do estado.
Segundo a Anvisa, foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. O órgão afirma que os problemas comprometem as boas práticas de fabricação e representam risco sanitário, com possibilidade de contaminação microbiológica dos produtos. Com isso, a agência determinou o recolhimento de uma série de produtos da marca.
O risco de contaminação microbiológica é a presença indesejada de microrganismos patogênicos (bactérias, fungos e vírus) que produzem toxinas e podem causar doenças ou irritações. Segundo a Anvisa, produtos de limpeza contaminados com bactérias podem gerar infecções na pele, nos olhos e problemas respiratórios em pessoas vulneráveis, como idosos e imunossuprimidos.
As imagens anexadas ao relatório da inspeção mostram equipamentos com sinais de corrosão utilizados no processo de fabricação de detergentes e lava-roupas líquidos. O documento também destaca o estado de conservação do tanque de manipulação de produtos para lavar louças. Na mesma unidade, o relatório afirma que os fiscais flagraram restos de produtos armazenados e devolvidos às linhas de envase.
O relatório também afirma que, entre dezembro de 2025 e abril de 2026, a empresa registrou resultados fora da especificação microbiológica em 80 lotes de produtos acabados, incluindo testes positivos para a bactéria Pseudomonas aeruginosa. De acordo com a inspeção, os lotes não foram reprovados pelo controle de qualidade e permaneciam armazenados aguardando “definição financeira”.
A inspeção concluiu que o conjunto das irregularidades observadas configura um quadro crítico, caracterizado como de risco sanitário elevado, exigindo a adoção imediata de medidas corretivas e preventivas por parte da empresa, sob pena de comprometimento da saúde dos consumidores e de agravamento das sanções sanitárias cabíveis.
Fonte: G1






















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