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O que a inspeção flagrou na fábrica da Ypê?

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Uma inspeção sanitária realizada na fábrica da Ypê, em Amparo, no interior de São Paulo, identificou problemas considerados graves pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do estado.


Segundo a Anvisa, foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. O órgão afirma que os problemas comprometem as boas práticas de fabricação e representam risco sanitário, com possibilidade de contaminação microbiológica dos produtos. Com isso, a agência determinou o recolhimento de uma série de produtos da marca.


O risco de contaminação microbiológica é a presença indesejada de microrganismos patogênicos (bactérias, fungos e vírus) que produzem toxinas e podem causar doenças ou irritações. Segundo a Anvisa, produtos de limpeza contaminados com bactérias podem gerar infecções na pele, nos olhos e problemas respiratórios em pessoas vulneráveis, como idosos e imunossuprimidos.

As imagens anexadas ao relatório da inspeção mostram equipamentos com sinais de corrosão utilizados no processo de fabricação de detergentes e lava-roupas líquidos. O documento também destaca o estado de conservação do tanque de manipulação de produtos para lavar louças. Na mesma unidade, o relatório afirma que os fiscais flagraram restos de produtos armazenados e devolvidos às linhas de envase.


O relatório também afirma que, entre dezembro de 2025 e abril de 2026, a empresa registrou resultados fora da especificação microbiológica em 80 lotes de produtos acabados, incluindo testes positivos para a bactéria Pseudomonas aeruginosa. De acordo com a inspeção, os lotes não foram reprovados pelo controle de qualidade e permaneciam armazenados aguardando “definição financeira”.


A inspeção concluiu que o conjunto das irregularidades observadas configura um quadro crítico, caracterizado como de risco sanitário elevado, exigindo a adoção imediata de medidas corretivas e preventivas por parte da empresa, sob pena de comprometimento da saúde dos consumidores e de agravamento das sanções sanitárias cabíveis.


Fonte: G1


 
 
 

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