Produtores de mel do Ceará pedem maior certificação de olho em exportações
- há 6 dias
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Produtores de mel no Ceará relatam enfrentar dificuldades para obter a certificação do produto, entrave que limita o avanço das exportações. Para que produtos de origem animal, como o mel, possam ser comercializados, eles precisam de selos de certificado de inspeção, que podem englobar níveis municipal (SIM), estadual (SIE) e federal e exportação (SIF).
Há ainda o Sistema Brasileiro de Inspeção (SISBI), com abrangência nacional. Um apicultor pode comercializar o mel natural e os derivados sem a necessidade dos três selos, mas o SIF é o único que garante vendas para o exterior.
O Ceará tem 70 mil apicultores, a maioria de pequeno porte. Para todo esse contingente, o total de casas com o SIF válido chega a somente cinco no Ceará, mas só três estão em funcionamento. A produção de mel no Ceará, embora seja uma das maiores do Brasil, enfrenta desafios persistentes, segundo os apicultores.
Um deles envolve a falta de certificação dos produtores buscando aumentar as vendas no mercado nacional e até mesmo para as exportações. Ainda que as exportações de mel de abelha a partir do Ceará, entre janeiro e maio de 2026, tenham alcançado R$ 10,8 milhões, entidades do setor apontam que o Estado poderia vender muito mais mel para o exterior com a certificação.
O Estado tem cerca de 60 casas de mel construídas pelo Projeto São José, da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), mas sem funcionamento efetivo ao longo do ano. Foram investidos pouco mais de R$ 21 milhões desde 2018 na construção dessas casas de mel e outros R$ 2 milhões devem ser desembolsados para cinco novos empreendimentos.
O Projeto financia tanto a construção de casas de mel como entrepostos, quanto equipamentos para essas casas funcionarem. Mas para venderem o mel para outros locais, essas casas precisam estar certificadas. Essa falta de certificação é um entrave para a própria cadeia produtiva do mel, uma vez que a alternativa que os produtores têm é mandar o mel para ser envasado com parceiros que possuem certificação, o que deixa os produtos mais caros.
Mesmo que o Estado exporte o alimento em quantidades consideráveis, a maior parte do mel de abelha produzido no Estado é enviada para o Piauí para o processamento, o que prejudica o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva cearense.
Fonte: Diário do Nordeste






















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