Prática milenar do manejo de gado pode estar com os dias contados
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A marcação a fogo, prática milenar que faz parte da criação gado de corte em todo o mundo, pode estar com os dias contados. Está em curso no país um movimento formado por fazendas, que estão abrindo as porteiras para que pesquisadores validem todos os benefícios que a redução da prática traz para o rebanho.
O grupo listou em que casos e a quantidade de vezes que cada animal pode sofrer as marcas de fogo. Normalmente existe o número de identificação individual, que varia de quatro a cinco dígitos, e já deixa cinco marcas. O mês e ano de nascimento também costumam ser gravados, variando de dois a quatro dígitos. Outras obrigatórias são a marca da fazenda, que é garantia de propriedade, e a marca de brucelose, que é obrigatória por uma normativa do Ministério da Agricultura. Em alguns casos, acrescentam-se o número do touro pai do bezerro que nasceu e a marca de cada parto da vaca, o que é considerado completamente fora da razoabilidade.
Mas as marcas mais frequentes são mesmo a identificação individual, mês e ano do nascimento, a marca da propriedade e a brucelose nas fêmeas. Antes de ser um dano ao couro, é uma agressão à pele do animal. Ao contrário do que parte dos pecuaristas pensa, a mudança não é difícil de se implementar dentro da porteira. Já existem outras tecnologias que são mais eficientes, altamente viáveis, que não causam sofrimento ao animal e são menos exaustivas para os trabalhadores.
A identificação animal é um dos pilares da pecuária moderna e eficiente. Em um cenário cada vez mais competitivo, em que a produtividade, rastreabilidade e controle sanitário são exigências do mercado, identificar corretamente os animais do rebanho deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade estratégica. Porém, há alternativas para que essa identificação seja feita respeitando o bem estar animal e com ganhos de eficiência e transparência.
Os brincos de identificação animal, também conhecidos como brincos bovinos ou brincos de gado, surgem como a principal alternativa. São ferramentas desenvolvidas para auxiliar produtores, veterinários e gestores rurais no controle individual dos animais. Com eles, é possível acompanhar o desenvolvimento do rebanho, tomar decisões mais assertivas, reduzir perdas e melhorar os resultados da propriedade.
Saiba mais sobre os brincos
Os brincos de identificação animal são dispositivos fixados, geralmente, na orelha dos bovinos com o objetivo de permitir a identificação individual de cada animal dentro de uma propriedade. Na prática, eles funcionam como um verdadeiro “RG do gado”, reunindo informações essenciais como:
Número de identificação individual;
Dados reprodutivos;
Histórico sanitário (vacinas, vermifugações e tratamentos);
Peso e ganho de peso;
Origem genética.
Na pecuária moderna, essa identificação pode ser feita tanto por brincos visuais (manejo) quanto por brincos eletrônicos (RFID), que permitem uma gestão ainda mais precisa, rápida e segura. Ao registrar e organizar esses dados, o produtor consegue otimizar o manejo, melhorar a produtividade do rebanho e garantir maior controle sobre todas as etapas da criação, do nascimento ao abate.
Os brincos ajudam no controle reprodutivo, tornando possível identificar facilmente mães e bezerros, acompanhar o ciclo reprodutivo e avaliar quais matrizes apresentam melhor desempenho. Isso permite ao produtor:
Identificar vacas com baixa eficiência reprodutiva;
Evitar manter animais improdutivos no rebanho;
Planejar melhor os cruzamentos;
Manter animais que não se reproduzem adequadamente gera prejuízos diretos e compromete a rentabilidade da fazenda.
Eles também ajudam na gestão nutricional e de engorda pois, ao identificar individualmente os bovinos, o produtor consegue avaliar:
Se os animais estão se alimentando corretamente;
Como está o ganho de peso;
Se há necessidade de ajustes no manejo nutricional;
Com esses dados, é possível agir de forma rápida e precisa, evitando desperdícios e melhorando os índices de produção.
A identificação permite que decisões deixem de ser feitas “no achismo” e passem a ser baseadas em informações reais do rebanho, o que impacta diretamente nos resultados da propriedade.
Fontes: Elanco e Central Veterinária






















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