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Afinal, o que são alimentos ultraprocessados?

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Alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas inteira ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos, modificadas quimicamente ou sintetizadas em laboratório. Eles contêm pouco ou nenhum alimento inteiro em sua composição e são projetados pela indústria para serem altamente palatáveis, convenientes e duráveis.


A melhor maneira de entendê-los é perceber que eles não são apenas alimentos modificados, mas sim produtos criados por engenheiros de alimentos usando técnicas e aditivos que você não encontra em uma cozinha comum.


Principais características

• Mais de 5 ingredientes: Costumam ter listas longas de componentes no rótulo.

• Aditivos químicos: Presença marcante de corantes, aromatizantes, realçadores de sabor, emulsificantes e espessantes.

• Nutricionalmente desequilibrados: São ricos em gorduras saturadas ou trans, açúcar refinado e sódio, além de serem pobres em fibras, vitaminas e minerais.

• Hiperpalatáveis: Desenvolvidos para atingir o "bliss point" (ponto de máximo prazer sensorial), o que estimula o consumo excessivo e pode causar dependência.


Exemplos comuns no dia a dia

• Bebidas: Refrigerantes, sucos de caixinha ou em pó e bebidas energéticas.

• Lanches e Snacks: Salgadinhos de pacote, biscoitos doces ou salgados e barras de cereal.

• Pratos Prontos: Macarrão instantâneo, lasanhas congeladas, nuggets, pizzas prontas e misturas para bolo.

• Embutidos: Salsicha, presunto, linguiça, salame e mortadela.

• Lácteos e Doces: Sorvetes, iogurtes com sabor ou adoçados e achocolatados industrializados.


Para identificar um ultraprocessado, basta olhar o rótulo do produto. Se você encontrar ingredientes com nomes químicos estranhos (como gordura vegetal hidrogenada, xarope de frutose, glutamato monossódico ou espessantes), o produto pertence a essa categoria. No Brasil, as regras da Anvisa também exigem um selo de lupa na frente da embalagem alertando se o produto tem alto teor de açúcar adicionado, gordura saturada ou sódio.


Por que devem ser evitados?

O consumo frequente de ultraprocessados está diretamente ligado ao ganho de peso e ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. O Ministério da Saúde recomenda que eles sejam evitados devido ao risco aumentado de diabetes tipo 2, hipertensão, problemas cardíacos, obesidade e até mesmo alguns tipos de câncer.


Fontes: Brasil Escola, Instituto AGF, Tua Saúde

 
 
 

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